Um gol sofrido não vai me abater

“(…) O jogo continuou, o céu foi escurecendo, o Arsenal Fluminense foi piorando e por fim acabou levando um gol, o que naquele desânimo de ressaca foi o gol que bastou. E vocÊ fica parado naquela arquibancada caindo aos pedaços, com seus pés endurecidos e depois realmente congelados de frio, com os torcedores do Chelsea rivais debochando e fazendo gestos para você, e se pergunta por que veio, quando sabia, não apenas no fundo do coração mas na cabeça também, que o jogo seria chato, que os jogadores seriam incompetentes, que os sentimentos engendrados na quarta-feira da semana já teriam se esvaído e se tornado um nada uniforme, antes dos primeiros 20 minutos do jogo de quarta sábado, enquanto se tivesse ficado em casa ou ido comprar discos, poderia ter mantido a brasa acesa por mais uma semana. Mas o problema é que são esses jogos, as derrotas por 1 a 0 2 a 0 para o Chelsea Grêmio numa tarde noite triste de março maio, que dão sentido ao resto, e é justamente porque você já viu tantas dessas partidas que as outras, as que só vêm a intervalos  de seis, sete ou dez anos, causam uma felicidade tão grande”

Trecho adaptado de Febre de Bola no mestre Nick Hornby

“Porque eu canto nense quando o time vai bem e quando o time vai mal”

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