Fugazi. Obrigado

You can’t be what you were

So you better start being just what you are

You can’t be what you were

Time is now and it’s running out

You can’t be what you were

So you better start living the life

That you’re talking about

You can’t be what you were

No movement, no movement, no movement

In a bad mouth

It betrays a bad mind

 

 

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Deftones, Palms, Saudade…

No dia em que Chino Moreno, vocal do Deftones, completa 44 anos, um top-5 de cinco sons fodas com o cara para celebrar a data. E não incluo só canções do Defuckntones. Afinal, Seu Moreno vive metido em projetos paralelos há mais de uma década.

Privilegiei no exercício de rememorar esse top (que não tem ordem de preferência) com músicas que tivessem clipes bacanas (oficiais ou não). Parabéns, Chino!

1 – Começamos, obviamente, com a melhor canção do Deftones de todos os tempos do último minuto. Sextape, do álbum Diamond Eyes (2010).

 

2 –  Um sonzinho “ambient” do Saudade, projeto paralelo do ano passado que Chino montou com lendas do rock/hardcore do norte-americano, como Dr. Know, do Bad Brains.

 

3 – Palms. Músicas gigantes. Relaxantes. Já falei sobre eles aqui. Pena que é um projeto paralelo meio paradão do cara. Abaixo, uma canção do álbum homônimo da banda lançado em 2013 (e único registro deles). E também um videoclipe não oficial irado dirigido por Adam Mason.

 

4 – Voltamos ao Deftones. Com um som que fez você quicar pela sala ou querer pedalar de bicicleta pela rua ou fazer um show no chão da garagem do seu amigo lá pelo meio da década de 90. Não rolou isso com você?

 

5 – Óbvio que faltaram várias canções originais do Deftones e de outros projetos do Chino (o clipe de my own summer com tubarões e tudo mais, por exemplo). Mas se tinha (e tem) uma parada que curto são covers com roupagens diferentes. E o Deftones (e Chino) faz isso direto. Abaixo, uma versão para uma das canções mais belas do rock n’ roll de todos os tempos: simple man, do Lynyrd Skynyrd. O som tá no disco “b sides and rarities”.


*Sim, o vídeo não é oficial e é um amontoado de fotos naquele espírito “auto ajuda”, mas releve isso e escute o som (e saque a letra)


FAIXA BÔNUS:
Ainda nessa pegada de cover, escutem Savory. Puta merda. Que som. O original, que é um pouco mais cru (e mais legal até dependendo do seu estado de espírito), é de uma banda obscura de Washington chamada Jawbox. Escutem e leiam a letra mais abaixo (e, sim, outro vídeo não oficial muito doido).

 

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Foto acima tirada por esse que vos escreve logo no começo da apresentação do Deftones no último Rock in Rio no Rio.

Um trecho de livro, uma música e um jogo de tabuleiro. Obrigado (e parabéns), Chico!

Hoje é aniversário de Chico Buarque. Sempre respeitei a sua obra, mas nunca tive vontade de conhecer a fundo por estar bitolado em outros gêneros musicais. No entanto, de uns tempos para cá, e muito por conta da situação política brasileira, comecei a ler seus romances e escutar suas canções mais influentes. E fiquei (e sigo) boquiaberto.

E no dia que o Tricolor Chico completa 73 anos, seguem 3 coisinhas que lembrei rapidamente sobre o cantor/compositor/escritor mais monstruoso da música popular brasileira.

1. Trecho do livro “Estorvo” no qual Chico, em poucas palavras, é sacana, mas sem ser sacana, entende?

“Quando ela sobe a escada… Se não é um corpo assim dissimulado que as mãos têm vontade de tocar. Não para encontrar a carne.  Mas sonhando em apalpar o próprio movimento.”

2. Considerada em 2001 pela Folha de São Paulo como a segunda maior canção brasileira de todos os tempos, “Construção” é algo absurdo. Estrofes que se repetem, mas que mudam de sentido na última palavra. Além, claro, de ser um retrato da vida alienada, mecânica e serviçal de um trabalhador que não tem consciência de que é apenas uma peça substituível na engrenagem da sociedade capitalista moderna. Mais análise (profunda e não panfletária como esse parágrafo que escrevi) sobre essa canção, aqui.

 

3. Nos tempos de exílio, Chico, em meio a composições musicais, escrituras de livros e shows para burgueses europeus, criou um jogo de tabuleiro de FUTEBOL! E criar um jogo é um trampo e tanto. Mais sobre Escrete, aqui. Abaixo, um vídeo mostrando o jogo.

 

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(foto acima de um show de 2007 em Brasília. Clique de Monique Renne)

 

De volta ao blog ao som de Zander

Que letra. Que som. Um dos melhores álbuns de 2016 (obrigado Spotify ;*). Fiquei tão estupefato com a canção que voltei a postar algo aqui no wordpress (embora eu ainda poste bastante em outras redes sociais do blog como no foicebook ou no estragando com certa – pouca talvez –  frequência).

Escute: https://open.spotify.com/track/2vcDK0St01H1q0nnwHbONd

***
Se eu desperdicei as chances
Que eu me dei de ser infeliz
Foi por não deixar de sempre acreditar
Em tudo que eu fiz
E eu dispenso conselhos pra dar e receber
Eu não preciso fingir
Pra ninguém que eu cresci
Ou deixei de reagir a todo mal que me fez

Tentar seguir padrões
Tentar me encaixar
Onde não é meu lugar
Onde eu não possa cantar
E pode ser que talvez eu chegue no fim do mês
Cansado, quebrado
Mas sem sofrer controle de frequência

***

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