Ézio se foi. Muita gente fala que ídolos são jogadores supremos. Protagonistas de vários títulos, autores de jogadas incríveis. Ézio não fez tudo isso. Mas fez mais. Muito mais. Numa época difícil, do infame bom, bonito e barato, Ézio era quem proporcionava alegrias e festa.
De 1991 a 1995 marcou gols importantíssimos, gols inesquecíveis, gols vistos por poucos em uma Laranjeiras vazia numa quarta à noite, ou gols em um Maracanã lotado diante de um arquirrival. Só levou um título no Flu, dirão alguns. Mas e daí? Naquela pelada na rua, eu era o Ézio. O SUPER ÉZIO. Carrasco do Flamengo. Ídolo sim. Sempre. Adeus meu eterno camisa 9.

Puta que pariu, to todo arrepiado. Além de eu também ser o Ézio da minha pelada na rua, meu centroavante no futebol de botão foi batizado com seu nome também. Vá em paz, ÍDOLO!
Até eu fiquei com vontade de chorar.