Gelado. Congelante. Cubo. O orvalho praticamente se transforma em pedra. E acredito que devo seguir o mesmo. Parar para pensar leva tempo e, parado, o tempo para, pelo menos para você. Paradoxo. Seguir em frente, e matutar com tudo ligado. Caldeiras a 100%. Para esquentar e transformar toda essa matéria sólida em água. Mas lembrando: sem deixar de manter algo duro, impenetrável, só para garantir, entenda. Criamos falsos ídolos, falsos deuses, falsos inimigos, falsas palavras. Sentimos que estamos bem. Conveniência é a força motriz. Quebrar isso pode machucar, fazer mal. Mas, na verdade, saber identificar esse romper significa que o bem e o mal não são importantes. O que importa é contestar.
Concordar. Tem horas que é melhor seguir respirando aqui por baixo, deixar a superfície para o ar poluído e ficarmos admirando o reflexo deturpado do que acontece acima. Tem horas que é necessário queimar tudo. Ver o pó e recomeçar tudo de novo. Sentir o cheiro da derrota diluído no odor repugnante do ar respirado daqueles que te venceram. Ou daquilo que supostamente te abateu. Mas não custa relembrar. A fogueira. A centelha. A faísca que iniciou a combustão foi ateada pelo seu isqueiro, de ferro, sólido. Com noção, sempre.
1 resposta Até agora ↓
Samuel // Setembro 1, 2009 às 11:05 pm |
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