Ska/Dub do bom na terra do Dzeko

Dubioza Kolektiv é uma banda da Bósnia fundada em 2003 na capital Saravejo que mistura elementos de ska/reggae/dub com pitadas de raprock e ritmos locais. Os caras lançaram cinco discos e um ep, sendo que em dois deles, “firma llegal” de 2009 e “5 do 12″ de 2010, os sons são cantados em bósnio. Para apreciar, o som “Domačica” original e ao vivo, além do clipe oficial de “making money”.

Mais sobre eles: http://dubioza.org/

Quebrando o tabu

No primeiro dia de 2012 segundo dia de 2012, um documentário que bombou em 2011: “Quebrando o tabu”. Vale muito o confere, mas com algumas ressalvas. Ressalvas bem colocadas nesse artigo da “carta capital” (clique aqui para ler).

Com várias personalidades como Fernando Henrique Cardoso, ”quebrando o tabu” sai na busca de soluções, princípios e conclusões sobre o combate às drogas. Bill Clinton, Jimmy Carter e ex-chefes de Estado, como da Colômbia, do México e da Suíça, mostram o motivo de suas opiniões. É capturado o relato de pessoas comuns e até experiências de Drauzio Varella, Paulo Coelho e Gael Garcia Bernal.

Mais sobre o filme, aqui: http://www.quebrandootabu.com.br/

Turbonegro x Hot Water Music

I’m ridin’ high, I’m ridin’ low…

Já baixando o cd (que é velho pra porra) ao lado… (Mais sobre ele aqui).

Another Earth

Como lidar com a culpa? Como lidar com a perda? Essas questões são colocadas no ótimo “A Outra Terra” (EUA, 2011), um drama sci-fi como toques de Solaris, mas sem necessariamente o espaço sideral como pano de fundo. A película, independente e dirigida por Mike Cahill, fala sobre a descoberta de um planeta idêntico ao nosso. Nesse momento da revelação, Rhoda Williams (interpretada muito bem por Brit Marling, que também assina o excelente roteito com Cahill), uma aspirante de astrofísica da MIT, estava dirigindo observando essa segunda Terra e acaba sofrendo um acidente de carro que mata o filho e a esposa de um famoso compositor. Rhoda é presa e, durante esse período encarcerada, cientistas descobrem que é possível se comunicar com o novo planeta, um espelho da Terra: clima igual, países iguais, cidades iguais, pessoas iguais… E, ao sair da prisão, Rhoda confronta essa possibilidade de que, lá no espaço, as coisas foram diferentes para ela…

Em um trecho do filme, que ganhou prêmios em Sundance, um cientista filosofa que astrônomos e biólogos, às suas maneiras, desvendam mistérios profundos, distantes e grandiosos. No entanto, o maior mistério talvez não seja a origem do cosmo ou o código genético, mas, sim, nós mesmos.

O trecho original acima é o seguinte e foi escrito pelo cientista americano Richard Berendzen: “Within our lifetimes, we’ve marveled as biologists have managed to look at ever smaller and smaller things. And astronomers have looked further and further into the dark night sky, back in time and out in space. But maybe the most mysterious of all is neither the small nor the large: it’s us, up close. Could we even recognize ourselves, and if we did, would we know ourselves? What would we say to ourselves? What would we learn from ourselves? What would we really like to see if we could stand outside ourselves and look at us? “

Mais sobre o filme aqui: http://www.foxsearchlight.com/anotherearth/

Hurts

Formado em 2009, Hurts é uma espécie de Erasure contemporâneo. Technopop bacana, dançante e agradável aos ouvidos feito pela dupla inglesa Theo Hutchcraft e Adam Anderson. Abaixo, os dois clipes de “wonderful life”, melhor som – e letrinha legal também – do disco “hapiness”, o único full lenght dos caras.

On a bridge across the Severn on a saturday night, Susie meets the man of her dreams. He says that he got in trouble and if she doesn’t mind He doesn’t want the company But there’s something in the air They share a look in silence and everything is understood Susie grabs her man and puts a grip on his hand as the rain puts a tear in his eye.

Don’t let go Never give up, it’s such a wonderful life Don’t let go Never give up, it’s such a wonderful life

Driving through the city to the temple station, Cries into the leather seat And Susie knows the baby was a family man, But the world has got him down on his knees

So she throws him at the wall and kisses burn like fire, And suddenly he starts to believe He takes her in his arms and he doesn’t know why, But he thinks that he begins to see

Tim Burton no lixo

Finalmente assisti ao filme “Planeta dos Macacos – a origem”. Basicamente é um: “Tim Burton, vai se fuder vc e a sua releitura para o clássico de 68″. Vale conferir, apesar de saber que o filme é feito para uma nova sequência caça-níqueis. Mais sobre a película aqui: http://www.imdb.com/title/tt1318514/

Take me home tonight

São vários clichês e tal. Mas “Take me home tonight” (EUA 2011) é comédia simples, bacana, divertida e que homenageia o fim dos 80 e começo dos 90 no estilo das comédias feitas nesse período. Ahhh, desconsidere o título em português: “Uma noite mais que louca”? Título infame para lucrar com a molecada mais nova. Sobre o filme, o básico é o seguinte: Topher Grace vive Matt, um nerd boa praça que se formou numa faculdade tipo ITA ou IME, mas não quer seguir a carreira de engenheiro, volta a morar com os pais e e trabalha numa locadora. Junto com sua irmã Wendy (Anna Faris) e seu melhor amigo perdedor gordo (Dan  Fogler) é convidado para uma festa revival dos tempos de colégio e, lá, poderá se encontrar  com Tori (Teresa Palmer), por quem era apaixonado nos tempos de… colégio, claro. Clichê, certo? É, sim. Mas vale o confere.

Adeus, Ézio

Ézio se foi. Muita gente fala que ídolos são jogadores supremos. Protagonistas de vários títulos, autores de jogadas incríveis. Ézio não fez tudo isso. Mas fez mais. Muito mais. Numa época difícil, do infame bom, bonito e barato, Ézio era quem proporcionava alegrias e festa.

De 1991 a 1995 marcou gols importantíssimos, gols inesquecíveis, gols vistos por poucos em uma Laranjeiras vazia numa quarta à noite, ou gols em um Maracanã lotado diante de um arquirrival. Só levou um título no Flu, dirão alguns. Mas e daí? Naquela pelada na rua, eu era o Ézio. O SUPER ÉZIO. Carrasco do Flamengo. Ídolo sim. Sempre. Adeus meu eterno camisa 9.

Férias com Wilfred

Tirar férias e não viajar pode ser um negócio muito deprê. Mas tem seu lado bom. Alguns lados na verdade. Praia vazia. Supermercado com as vovozinhas te ajudando a comprar. Ir pra academia sem stress. E botar filmes e séries em dia. No meu caso, esse é o lado mais usado. Ontem, por exemplo, acabei a primeira temporada do sensacional “Wilfred”, seriado live-action que mostra Ryan (Elijah Wood), um cara caladão, insatisfeito profissionalmente e que, após uma tentativa frustrada de se suicidar, começa a falar com o cachorro (Wilfred) da vizinha gostosa. No entanto, o “animal” (um cara com sotaque britânico espetacular e vestido com uma roupa de cachorro) aparece apenas para ele e não para os outros.

A primeira temporada mostra esse cotidiano surreal no qual Wilfred, que é claramente um alter ego insano de Ryan, ensina algumas lições de como às vezes devemos seguir nossos instintos . Uma espécie de “clube da luta” mais introspectivo. O seriado, inspirado em uma série autraliana, é todo politicamente incorreto, lembrando um pouco “family guy”, mas com atores de carne e osso. Absolutamente imperdível. No vídeo mais abaixo, algumas boas cenas.

Tá passando no FX. Mais sobre ele, aqui.

Zeitgeist – moving forward

Você pode até não concordar com algumas teses e ideias do movimento Zeitgeist, mas é inegável a qualidade do trabalho do escritor e diretor Peter Joseph. No terceiro filme, “Zeitgeist – moving forward”, é possível ver uma espécie de resumo do que foi visto nos dois anteriores. Sim, muitos furos são vistos, mas alguns princípios filosóficos colocados na tela são sensacionais, como, por exemplo, o lema budista de que “o Um contém o Todo e o Todo contém o Um” para falar sobre natureza humana x comportamento humano. Abaixo, o documentário inteiro no Youtube. É gigante, mas vale o confere. Mesmo que você não concorde com nada, vale para o debate.